Postado por Guilherme | na Categoria Histórias de Mineiro | no dia 03-09-2010
Tags:Delegado, Dilma, Fábrica, Secretária, Sigilo, Trabalho
Mais uma história fictícia baseada em fatos reais.
Teobaldo, gerente de uma fábrica metalúrgica, trabalhava tranquilamente no seu escritório quando começa um tumulto, o Bento, encarregado de produção, chega em sua mesa visivelmente abalado, senta-se a seu lado e diz em voz baixa:
- Você não vai acreditar. Prenderam a Dilma!
- Ah? Que isso! Impossível!
- É verdade, por participação na quebra de sigilo fiscal.
- Não acredito, político não vai preso no Brasil.
- É verdade, está em todos os jornais.
- Caramba, só acredito vendo. Temos que ir até lá.
Os dois se levantam, dirigem-se ao barracão da fábrica e dão o anúncio para o resto dos funcionários. Teobaldo explica a intenção de ir até a delegacia verificar o ocorrido, no que é atendido por centenas de empregados. Eles saem da fábrica em direção à delegacia.
Chegando lá, juntam-se à outras tantas pessoas que já encontravam-se no local, fortemente protegido por um esquema de segurança montado pela polícia. Ninguém entra. Teobaldo ainda sem acreditar na notícia, resolve entrar e verificar a situação com os próprios olhos. Ele consegue burlar o esquema de segurança graças a um conhecido dentro do prédio.
Chegando lá encontra o delegado, um velho amigo seu de escola. Vai logo perguntando:
- Ô Dutra, é verdade mesmo? Prenderam ela?
- É verdade sim. Veja com seus próprios olhos.
Teobaldo é levado até a carceragem e constata. A Dilma em pessoa estava lá.
Ele agradece a gentileza do amigo vai se retirando da delegacia para dar o que acreditava ser uma boa notícia aos amigos trabalhadores. Iria dizer que finalmente a lei está se aplicando a todos sem restrição, que aquilo era um forte indício da moralização política do país, que não apenas os pobres estavam sujeitos a força da lei, etc, etc. Mas, chegando do lado de fora, escuta a multidão em coro:
- SOLTA! SOLTA! SOLTA! SOLTA! SOLTA! SOLTA! SOLTA!
Diante daqueles gritos, percebe a besteira que seria dizer o que realmente pretendia e resolve mudar de estratégia:
Sobe numa caixa de madeira e diz:
- CUMPANHÊROS! Tudo não passou de um engano! Esse absurdo não está acontecendo com a nossa companheira Dilma. Quem está presa é outra Dilma, a Diretora Executiva da fábrica em que trabalhamos! Ela foi flagrada violando o sigilo de correspondência da Secretária! Um absurdo!
No que a multidão começa a gritar:
- PRENDE! PRENDE! PRENDE! PRENDE! PRENDE!
.
Eita!
Fonte: Reportagem Estadão














