Com Fátima no governo, o RN renunciou ao retrocesso
- Fernando Mineiro

- há 38 minutos
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Sou testemunha da coragem, da dedicação e do amor incondicional da governadora Fátima Bezerra pelo Rio Grande do Norte. Dividimos as mesmas trincheiras e lutamos juntos há algumas décadas, com ideias muito parecidas e os mesmos objetivos: melhorar a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, levar dignidade aos mais vulneráveis, enfrentar preconceitos e injustiças e combater os privilégios de uma elite reacionária e ultraconservadora que usa a política para perpetuar seus vícios e se manter no poder.
Ao renunciar à legítima disputa pelo Senado, Fátima nos ensina algo muito caro nos dias de hoje: o valor do compromisso. Já disse em outras oportunidades e volto a reafirmar, sem medo de errar: não existe uma área, setor ou segmento do Rio Grande do Norte que não tenha avançado durante os sete anos em que o PT governou o Estado. E desafio qualquer representante da oposição a provar o contrário.
Fátima assumiu um Estado literalmente quebrado, sem dinheiro em caixa e com mais de R$ 3 bilhões em dívidas. O servidor público estadual de boa memória certamente lembra dos quatro meses em que ficou sem receber salário e as consequências disso para a economia do Estado. Hoje, além do pagamento em dia, o funcionalismo sabe exatamente quando o salário será depositado, o que garante previsibilidade e mais tranquilidade para planejar a vida, além do fortalecimento, principalmente, do comércio e dos serviços locais.
Há avanços e conquistas em áreas-chave, como segurança pública, saúde, educação, recursos hídricos e estradas. A segurança mudou e hoje o Rio Grande do Norte se destaca como o estado que mais reduziu a violência no país. Na saúde, mesmo enfrentando uma pandemia, o governo reestruturou a rede estadual, ampliando e reequipando unidades, além de retomar obras importantes como o Hospital da Mulher, em Mossoró, e avançar com o Hospital Metropolitano em Parnamirim.
Fátima também liderou a expansão do ensino técnico com a criação dos IERNs, a ampliação das escolas em tempo integral e a garantia do piso dos professores. Foi o nosso governo que concluiu a Barragem de Oiticica e criou as condições para a chegada das águas do rio São Francisco, além de tocar, com o apoio do governo Lula, um amplo programa de recuperação das estradas, que melhorou a mobilidade e fortaleceu a economia do estado.
Aliás, vale reforçar que as obras hídricas e de reconstrução de estradas, em especial a duplicação da BR-304, simbolizam o sucesso da parceria do governo Lula com o Rio Grande do Norte, aliança que também se estende por outras áreas. É essa relação, inclusive, que as forças mais conservadoras do Estado querem barrar.
Ao decidir renunciar à disputa pelo Senado — um direito legítimo e parte de uma estratégia importante para defender a democracia e conter o avanço da extrema-direita bolsonarista —, Fátima o faz em nome do compromisso com o povo do Rio Grande do Norte e da continuidade desses avanços conquistados ao longo de quase duas gestões.
Uma pena que a cegueira e o ódio provocados pelos abjetos preconceitos disseminados por alguns dos setores mais atrasados da sociedade, parte mal-intencionados, outros vítimas da mídia e de fake news, não os deixam enxergar as melhorias realizadas no Estado.
Não é segredo que a oposição vinha se articulando na Assembleia Legislativa para ocupar a cadeira da governadora, com o objetivo de desgastar sua imagem e comprometer o legado construído pelo governo do PT sob sua liderança.
Entregar o Estado a velhos conhecidos — que, em outros tempos, dilapidaram o patrimônio público potiguar — colocaria em risco todas essas conquistas, a começar pela regularização dos salários do funcionalismo, hoje assegurada.
Essa estratégia poderia ainda comprometer a continuidade de obras importantes nas áreas de saúde, segurança, estradas e recursos hídricos. Ao permanecer no governo, Fátima barra a tomada da gestão estadual pelos mesmos grupos que já governaram o Rio Grande do Norte e que, há décadas, tentam privatizar a Caern, fechar a Uern e encerrar o ciclo de conquistas implementadas pelo nosso governo nos últimos 7 anos.
Por outro lado, há quem prefira ser lembrado como alguém que abandonou seus compromissos em nome de um projeto pessoal. Nesse aspecto, Walter Alves demonstra que nunca se afastou da velha política tradicional. O vice-governador abre mão de um protagonismo que nunca exerceu para voltar a ser conduzido pelos interesses das famílias Alves e Maia, tutoras da candidatura que decidiu apoiar.
Tenho muito orgulho da trajetória de Fátima, a quem acompanho há muito tempo. O compromisso com a defesa das causas sociais guiou sua caminhada até as vitórias como deputada estadual, deputada federal, senadora e, por fim, governadora do Estado, reeleita com mais de 1 milhão de votos.
O compromisso com a defesa dos avanços do nosso governo honra sua trajetória e fortalece a continuidade desse legado por meio das candidaturas do PT e do campo progressista em 2026: ao Governo do Estado, com Cadu Xavier, e também para o Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
2026 será um ano decisivo para o Brasil, para o Rio Grande do Norte e para todos que têm compromisso com a democracia. Eu já escolhi meu lado nesse projeto coletivo ao qual me somo para renovar meu mandato na Câmara dos Deputados.
E, com a força e a liderança de Fátima nesse processo, vamos com Lula, Cadu e uma bancada forte na ALRN e no Congresso Nacional.
Fernando Mineiro
Deputado federal pelo PT


