Cinema nacional, orgulho potiguar
- Fernando Mineiro

- há 9 horas
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O cinema nacional vive um grande momento, independentemente do Oscar ou de qualquer outra premiação. Nosso orgulho, neste momento, é do tamanho do carisma de dona Tânia Mara, do prestígio de Alice Carvalho e do talento de Kayoni Venâncio — três estrelas potiguares do filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que conquistou 76 prêmios nacionais e internacionais, desde que estreou na França.
Não é de hoje que o cinema do Rio Grande do Norte brilha mundo afora. Em 2021, estivemos em Cannes com o curta Sideral, de Carlos Segundo, e agora fomos muito bem representados em Hollywood.
Todo esse sucesso e reconhecimento do cinema e dos artistas brasileiros são fruto de muito trabalho, talento, persistência e também da ação direta de políticas públicas de incentivo ao setor.
Após um período sombrio de negacionismo e ataques à cultura, o governo do presidente Lula retomou o financiamento público do cinema brasileiro, com investimentos de R$ 5,3 bilhões por meio do Fundo Setorial do Audiovisual.
São recursos fundamentais que se somam a outras iniciativas importantes, como a cota de tela — que garante a exibição obrigatória de filmes nacionais nas salas de cinema de todo o país —, a estratégia de descentralizar os investimentos para além do eixo Rio–São Paulo, o lançamento de editais de médio e grande porte para a produção de filmes, a construção e modernização de salas de cinema, a criação de uma plataforma de streaming dedicada exclusivamente a obras nacionais, entre outras ações.
Esses investimentos, aliados à qualidade e à repercussão de filmes como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” têm contribuído para democratizar o acesso ao cinema brasileiro. Só em 2025, mais de 11,5 milhões de pessoas assistiram a um filme nacional.
Nosso mandato tem atuado na Câmara dos Deputados para fortalecer a cultura brasileira, apoiando e aprovando projetos importantes para o país. O Congresso precisa de deputados e senadores alinhados ao setor, que defendam os artistas, a diversidade e mais investimentos para a cultura.
Se o Oscar não veio agora, azar do Oscar. E sorte a nossa, que temos tantos talentos dos quais nos orgulhar.


