Banco Máster e o bolsonarismo: intimidade a toda prova
- Fernando Mineiro

- há 2 dias
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A relação umbilical entre o Banco Máster e o bolsonarismo me lembra aquela antiga metáfora usada quando queremos dizer o óbvio:
“Se tem rabo de porco, focinho de porco e orelha de porco... então é porco!”
Não dá para negar que o BolsoMáster segue a mesma lógica. E nem é preciso ir muito longe. Se as campanhas de Jair Bolsonaro e do governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (SP) receberam doações milionárias do banqueiro Daniel Vorcaro; se o deputado bolsonarista Nikolas Ferreira voou várias vezes no jatinho particular de Daniel Vorcaro para fazer campanha para Bolsonaro em 2022; e se o governador Ibaneis Rocha (DF), mais um bolsonarista de carteirinha, tentou usar o BRB para evitar a quebra do Banco Máster... então não tem para onde correr: é BolsoMáster, sim!
O escândalo do Banco Máster é o retrato de um projeto político neoliberal que governou o Brasil em um passado recente, privilegiando o mercado financeiro e os interesses de banqueiros e rentistas. Não podemos esquecer que a maior fraude do sistema bancário brasileiro aconteceu durante o governo Bolsonaro e só foi investigada e desvendada com Lula na Presidência.
E por que razão é preciso citar os dois presidentes da República nesse caso? Porque, quando Daniel Vorcaro operava o Máster, o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, que fez vista grossa para os indícios de ilegalidades na gestão fraudulenta. Só com o economista Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, nomeado por Lula, o esquema foi descoberto.
Essa é a diferença.
Quando juntamos todas essas peças — doações para campanhas, viagens em jatos particulares, tentativa de uso do patrimônio público para salvar um banco privado e ausência de fiscalização — entendemos que nenhum desses episódios é um caso isolado.
Há, na verdade, um sistema muito bem engendrado, que envolve políticos da direita e da extrema-direita, o sistema financeiro e muito dinheiro.
No governo Lula, o Banco Central e a Polícia Federal têm autonomia para investigar e denunciar os envolvidos em crimes de corrupção e fraudes financeiras, como a do Banco Máster.
Há dois projetos de país muito claros que vão se confrontar nas urnas em outubro: um é o Brasil de Lula, que defende as instituições e fortalece os órgãos de fiscalização no combate ao crime organizado; o outro é o projeto do bolsonarismo, que se aproveita da corrupção, facilita a atuação de criminosos e sonha em livrar da cadeia o ex-presidente que tentou dar um golpe de Estado em nossa democracia.


