A chapa da extrema direita e das obras inacabadas
- Fernando Mineiro

- há 6 horas
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A extrema-direita finalmente montou seu palanque para 2026 no Rio Grande do Norte: o palanque bolsonarista e das obras inacabadas. Para quem ainda duvidava ou não tinha prestado atenção, Álvaro Dias e Styvenson Valentim assumiram quem são e qual projeto político representam. Não dá mais para fingir neutralidade.
Ao lado do filho de Jair Bolsonaro, escolhido pelo pai diretamente da Papuda como candidato da família à Presidência da República, Álvaro Dias reuniu representantes da ultradireita no estado — figuras conhecidas por estimular o ódio, a violência, a intolerância e o preconceito.
Será uma campanha dura, marcada por novas fake news e pelas velhas mentiras de sempre espalhadas nas redes, além das teclas de aluguel manjadas de blogs alinhados ao bolsonarismo. Esse trabalho de contrainformação é permanente e está a todo vapor.
Álvaro já demonstrou, nas últimas eleições para a Prefeitura de Natal, que não tem pudor em usar a máquina administrativa a seu favor, hoje sob o controle do aliado Paulinho Freire.
A cooptação de prefeitos (as) e outras lideranças está a todo vapor estado afora. E nesse quesito, eles são extremamente profissionais.
Os órgãos de controle e fiscalização precisam ficar atentos, pois veremos mais pressão sobre servidores para participação em atos de campanha, compra e direcionamento de voto, além de inaugurações de obras inacabadas com fins eleitorais e a disseminação de desinformação nas redes e nas ruas.
Aliás, se há alguém especialista em inaugurar obra inacabada, é Álvaro Dias. O hospital municipal, a reurbanização da Praia do Meio - pra citar apenas dois exemplos - são provas dessa prática da qual ele é useiro e vezeiro.
Para vencer essa disputa nossa campanha precisa ser ainda mais firme nas redes digitais — e ir além: ocupar as ruas, conversar com as pessoas, olho no olho, na capital e no interior, defendendo o legado dos governos Lula e Fátima e destacando as transformações promovidas na vida da população.
Não basta reproduzir discursos e slogans. É preciso explicar o que o projeto liderado por Lula representa para o povo e o que pode acontecer com o Rio Grande do Norte caso o bolsonarismo volte a governar o estado.
2026 será um ano decisivo para a democracia. E só venceremos essa disputa, tanto em nível nacional como estadual, se fizermos a disputa política de forma firme, combatendo, sem tréguas, as candidaturas da extrema direita e da direita. Dependerá de cada um e cada uma de nós manter o Brasil e o Rio Grande do Norte no rumo certo, evitando retrocessos que comprometam o legado construído ao lado do povo nos últimos anos.



